No mundo dos videogames, existe uma batalha silenciosa e, muitas vezes, barulhenta, entre a crítica especializada e o público em geral. Enquanto jornalistas e influenciadores analisam jogos com base em inovação, gráficos e narrativa cinematográfica, os jogadores muitas vezes buscam diversão pura, jogabilidade sólida e respeito pela franquia. Essa divergência cria fenômenos curiosos: jogos que são aclamados pela imprensa, com notas perfeitas em grandes portais, mas que são rejeitados, ridicularizados ou odiados pela comunidade de jogadores.

Neste artigo, vamos mergulhar nessa fissura e apresentar o Top 10 jogos que a mídia amou, mas que os jogadores, bem, não tanto. Prepare-se para a controvérsia!

1. Cyberpunk 2077 (Lançamento)

Ninguém pode negar que Cyberpunk 2077 foi um dos jogos mais aguardados da história. A mídia, que teve acesso early review (muitas vezes em versões PC controladas pela desenvolvedora), entregou notas altíssimas, elogiando o mundo aberto imersivo e a narrativa madura de Night City. A Realidade do Jogador: Ao lançar, o jogo era praticamente injogável no PlayStation 4 e Xbox One. Cheio de bugs, travamentos e promessas não cumpridas, a revolta dos consumidores foi tão grande que a Sony removeu o jogo da loja digital. A trust que os jogadores tinham na CD Projekt Red foi quebrada, mostrando que as notas da crítica não refletiam a experiência do consumidor final.

2. The Last of Us Part II

Este é, talvez, o exemplo mais famoso da “Guerra de Notas”. A crítica unânime o chamou de obra-prima emocional, dando 10/10 e elogiando a ousadia da narrativa. A Realidade do Jogador: Para uma parcela massiva da fã-base, o jogo traía a memória do primeiro título. Decisões de enredo controversas e o destino de personagens amados geraram um backlash monumental. Enquanto tecnicamente impecável, muitos jogadores sentiram que o jogo priorizava uma mensagem política ou “choque” em detrimento da diversão e do respeito ao legado da franquia, resultando em review bombing massivo no Metacritic.

3. No Man’s Sky

No lançamento, a promessa de um universo infinito de exploração fez a imprensa inicial ficar hipnotizada pelo potencial. As previews eram lindas. A Realidade do Jogador: O que foi entregue era um simulador de caminhar vazio e repetitivo. As criaturas e planetas não eram tão variados quanto prometido, e o multiplayer não existia. Foi considerado o maior golpe de marketing da história dos games na época. (Nota: A Hello Games recuperou o jogo anos depois, mas o lançamento foi um ódio coletivo).

4. Star Wars Battlefront II (2017)

Os gráficos eram surreais, parecendo um filme. Críticos elogiaram a fidelidade visual e a sensação de estar numa batalha Star Wars. A Realidade do Jogador: O sistema de “Loot Boxes” (caixas de sorte) era tão predatório e “pay-to-win” que o governo da Bélgica chegou a investigar o jogo. A EA tentou justificar o tempo necessário para desbloquear Darth Vader, e a resposta se tornou o comentário mais odiado da história do Reddit. Os jogadores sentiram que estavam sendo explorados financeiramente.

5. Destiny 2 (Forsaken e Expansões)

A mídia adora o “gunplay” da Bungie. É fluido, satisfatório e a produção é de primeiríssima qualidade. A Realidade do Jogador: Fãs da série reclamam há anos sobre o modelo de “Eververse” (loja de microtransações) e a prática da Bungie de “Sunsetting” (tornar armas antigas inúteis) para forçar os jogadores a grindarem novamente. A sensação de que o jogo que você pagou muda drasticamente a cada 6 meses afastou muitos veteranos.

6. BioShock Infinite

Aclamado como um jogo perfeito, com roteiro genial e final impactante. A Realidade do Jogador: Muitos fãs do original BioShock o consideraram um tiro no pé. A jogabilidade foi simplificada, removendo o tensão de sobrevivência e a estratégia profunda dos anteriores em favor de um shooter de ação arcádica e genérico. Para quem buscava a experiência de RPG imersivo do primeiro, foi uma decepção.

7. Pokemon Sword & Shield

A Nintendo Life e outros sites deram notas altas, chamando de a melhor evolução da fórmula Pokémon em consoles. A Realidade do Jogador: O escândalo do “Dexit” (remoção de centenas de Pokémon que não podiam ser transferidos para o jogo) feriu a base de fãs. Além disso, os gráficos pareciam de um jogo do Wii, com animações pobres e falta de conteúdo pós-jogo. Fãs sentiram que a Game Freak estava preguiçosa e explorando a marca.

8. Grand Theft Auto IV

Quando saiu, foi o primeiro jogo a receber 10/10 perfeito de quase todos (IGN, Gamespot, etc.). A Realidade do Jogador: Hoje, é difícil encontrar alguém que prefira jogar o IV em vez do V ou do clássico San Andreas. A direção de veículos era pesada (como dirigir um tanque), o protagonista Nico Bellic era deprimente, e a cidade era cinza e sem vida comparada aos posteriores. A crítica errou ao não perceber a falta de “diversão sandboxesca” que define GTA.

9. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Notas perfeitas pela jogabilidade revolucionária e gráficos incríveis. A Realidade do Jogador: O problema aqui foi a história. Ser o último de Hideo Kojima, os fãs esperavam um encerramento épico. O que receberam foi uma história inacabada (o capítulo 2 é praticamente replay), reciclagem de missões e a controversa substituição do ator do Big Boss. A narrativa ficou em segundo plano, frustrando os fãs de lore da série.

10. Medal of Honor: Warfighter

Um caso curioso onde a crítica foi branda (dando notas na média 7/10), mas os jogadores consideraram uma desgraça. A Realidade do Jogador: Tentou copiar o CoD, mas falhou em tudo. O multiplayer era quebrado, a campanha curta e cheia de clichês. Foi o jogo que matou a franquia. A crítica talvez tenha sido leniente por ser um jogo que tentava homenagear os militares (Tier 1 Operators), mas os jogadores viram apenas um produto ruim e sem polimento.

Por que essa diferença existe?

Essa discrepância geralmente ocorre por dois motivos. Primeiro, o tempo: críticos jogam correndo para cumprir o embargo, enquanto jogadores passam centenas de horas e encontram falhas de design a longo prazo. Segundo, o acesso: críticos recebem cópias “review” otimizadas e de graça; consumidores pagam caro e se sentem no direito de exigir perfeição.

A lição é: nunca baseie sua compra apenas na nota agregada dos sites. Leia reviews de usuários reais, assista a gameplays sem comentários e, principalmente, espere alguns dias após o lançamento para ver a reação real da comunidade.


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